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Escola Secundária do Lumiar

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charlie

Narra as tentativas do Vagabundo, que está sem dinheiro e sem lugar onde morar, e de uma jovem e pobre florista cega, pela qual ele se apaixona. A jovem confunde-o com um milionário e, para não a desapontar, o vagabundo finge ser
rico...
Deixa-nos uma grande lição de vida: devemos valorizar, quer nas nossas relações pessoais ou profissionais, pessoas dispostas a ajudar sem exigir algo em troca. O reconhecimento ganha-se com trabalho e dedicação, não com
favores. Começa com uma afronta à pompa e circunstância e acaba com uma das imagens mais famosas de toda a história do cinema.
"Luzes da Cidade" - é uma história repleta de emoções fortes e situações hilariantes...

Recensão:
“ City lights”
A vida tem destas coisas… pintura, livros, belas casas, árvores, rios… e o cinema tem Charlie Chaplin, Charlot, como também foi e é conhecido.
Nascido em 16 de abril de 1889, Walworth, Londres, Reino Unido, Charles Spencer Chaplin KBE, (cavaleiro do império britânico) na altura, não fazia a mínima ideia de que, no início da década de trinta, produziria um filme, em que o milagre acontece. E o milagre é o próprio Chaplin, vagabundo, frequentador tanto de ruas, como de salões de baile. Assim, ele está nos dois extremos (no vazio das ruas e na enchente dos bailes) o que equivale a dizer que Chaplin, tal como certas “aparições”, aparece onde muito bem apetece: prisão, ringue de box, salão de baile, o local de trabalho, uma esquina onde
está uma florista ou a mansão de um milionário.
Sedutor e seduzido, ele anda pela cidade, incomodando a exuberância dos outros, com o seu ar de vagabundo ou seja, como alguém incapaz de dizer “sou mais do que tu”, porque diz constantemente “sou o menos que existe”. O que faz dele alguém extraordinário (com graça e a “graça”) capaz de tornar as pessoas em que toca e conduz (o milionário para a salvação, a rapariga para a cura da cegueira) especiais e únicas.
Atente-se, ainda, na movimentação dos corpos, no ringue de boxe, com tendência para a dança, ou o baile, com a cena de pugilismo ou a ameaça dela, por duas vezes. Parece que a história do cinema quis ficar com esse sorriso, pertencente ao último plano do filme, que nos revela o incómodo em se ser esfarrapado, mas, ao mesmo tempo, reconhecido e tornado santo,
por circunstâncias que o ultrapassam.
Porque é disso que se trata, de alguém que parecendo não ser ninguém, nos observa e nos conduz ao melhor dos lugares: assim, passamos por uma florista que recuperou a visão e entramos numa sala com um ecrã, onde a luz se espalha, para podermos ver e rever “City Lights” de Charles Spencer Chaplin. 
Os dinamizadores do CineLindley
Trailer do filme:

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